As Vozes do Oceano

Golfinhos compartilham uma mente em comum?

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Golfinhos possuem uma consciência coletiva?

Há milênios vem sendo cogitado que os golfinhos são seres tão inteligentes quanto nós, talvez até mais.

“Susan Casey em seu livro – Vozes do Oceano – explica que os golfinhos podem perceber os humanos da mesma forma que percebem a si próprios. Golfinhos são conhecidos por trazerem peixes e outros presentes para os seres humanos.”

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Agora, mais atualmente com a evolução da ciência e dos estudos a cerca de sua primorosa espécie os pesquisadores têm chegado a assombrosas conclusões sobre eles. É sabido hoje que os golinhos possuem um cérebro muito desenvolvido, maior que o nosso, algumas áreas dele tem mais neurônios, possuem uma maior velocidade no processamento das informações, maior equilíbrio entre os hemisférios e um lóbulo a mais – relacionado com as informações de caráter emocional e social. Isso quer dizer que eles possuem mais desenvoltura social do que a gente o que também estaria relacionado a essa capacidade cogitada pelos pesquisadores de eles possuírem uma certa forma de mente coletiva.

“A neurocientista Lori Marino explica que a evolução singular dos golfinhos sugere que eles estão fazendo algo muito sofisticado e complexo enquanto processam emoções e que seus cérebros podem ter adaptado para um tipo de conectividade sem precedentes no reino animal.

Marino continua: ‘golfinhos são tão ligados ao seu grupo que eles devem estar operando com um grau de interconexão muito mais profundo do que nós. Eu penso que esse senso profundo de interconexão faz com que eles sintam que o que acontece com o grupo, acontece com você. Talvez isso explique porque alguns de seus comportamentos pareçam estranhos para nós.”

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Além dessas capacidades cerebrais incríveis eles possuem também um sonar natural em suas testas que lhes possibilita scanear objetos, outros seres e a eles próprios vendo suas reações fisiológicas, batimentos cardíaco, respiração, tumores e problemas orgânicos e inclusive corrigi-los. Também podem ver o que se esconde por debaixo do leito oceânico e o que se está dentro de uma caixa fechada. Eles podem inclusive scanear o que foi visto com o sonar de outro golfinho, ou então potencializar o alcance e profundidade dos ecos de seu sonar agindo em conjunto, scaneando algum objeto simultaneamente. Isso por si só já implica em uma mente compartilhada. Somando isso à capacidade que possuem de se comunicarem – ao mesmo tempo – entre diversos indivíduos, fica óbvio essa mente coletiva pelo menos naqueles momentos.

“No livro de Casey se encontram contos de golfinhos que protegem os corpos de pessoas que tentaram suicídio no mar ou que naufragaram, algumas vezes há quilômetros de distância de onde eles estavam, fazendo parecer que de alguma forma os golfinhos sentiram as pessoas em perigo mesmo a grande distância.”

Todos sabemos que a ciência algumas vezes (senão sempre) caminha a passos lentos, precisando comprovar o óbvio. Mas felizmente hoje as pesquisas vêm evidenciar o que já era dito a milênios e aprofundar o nosso conhecimentos sobre eles nos mostrando que são outra espécie inteligente que vive neste planeta. Inteligentes e diferentes já que estão adaptados perfeitamente ao meio em que vivem, sem precisar modificá-lo para sobreviver. Na verdade, os golfinhos evoluíram durante muito mais tempo do que a gente, permitindo terem diversas capacidades intelectuais, comunicativas e físicas que para nós parecem sobrenaturais. Está aí um novo parâmetro para a nossa espécie que vem destruindo o próprio lar, eles são um ótimo parâmetro para que a gente aprenda a conviver em harmonia com nós mesmos e o meio ambiente.

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“Eles possuem características sociais e cognitivas muito complexas, por exemplo, se reconhecem em espelhos, riem, se sentem desapontados, brincam, usam adornos, utilizam ferramentas, se apresentam quando conhecem outros golfinhos, salvam outros de situações perigosas, planejam suas ações, formam alianças propositais, realizam estratégias, seduzem, fazem o luto, confortam outro membro, temem e amam – assim como nós.

Essas similaridades explicam porque os golfinhos se aprochegam a nós e vice e versa.”

O contato pacífico e instrutivo entre as nossas espécies só nos fará bem e enriquecerá, mostrando que não somos os únicos espertos neste universo e que as inteligências extraterrestres já se encontram nos oceanos da Terra.

“Contos escritos de golfinhos sendo amigos de humanos vêm desde 77 AD quando um escritor romano – Plínio o Ancião – recontou uma história sobre um golfinho que formou uma amizade sólida com um menino que o alimentava.”

E muito antes disso segundo as lendas indígenas os golfinhos sempre estiveram nos auxiliando desde milhares de anos atrás, ou mais bem, desde que a nossa espécie passou a se entender como gente.

Serão os golfinhos piratas arrependidos que reencarnaram nessa forma para se redimirem de seu passado de pilhagens (lenda primitiva creditada aos primeiros navegadores)?

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Ou quem sabe, simplesmente como defendem alguns contemporâneos, serão eles os seres humanos do mar?

Aloha!

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