As Vozes do Oceano

O que eu sei e sinto é a minha herança para o mundo!

Aloha Pessoal!

Essa semana tive de realizar alguns exames médicos devido a uma forte sinusite que me acometeu. Aproveitei a ocasião para observar melhor a quantas anda a medicina e pude comprovar alguns avanços dessa área. Por exemplo, fui submetido a uma tomografia computadorizada.

Tomografia Computadorizada

Nela se pode notar um dos avanços da medicina, muito superior aos raios-x utilizados no passado.

Neste quesito e aproveitando o assunto desse blog, poderemos perceber que esse aparelho que nos dá esse incrível poder de ver-nos por dentro, ainda não chega aos pés do sonar natural dos golfinhos e baleias, que por ser natural não utiliza a radiação comum a esses aparelhos e que além disso, podem ver com mais detalhes e em tempo real qualquer estrutura que desejem analisar. Junto ao sonar, os golfinhos e as baleias ainda possuem um sistema sonoro capaz de alterar as células e tecidos de nosso organismo – eles podem atordoar ou mesmo matar um peixe com esses sons – e que atualmente vem sendo testados e usadas na medicina humana também.

Sempre fico imaginando esses doutores-pacientes golfinhos que não necessitam aguardar em filas, preencher questionários, realizar avaliações médicas complicadas, esperar o atendimento do SUS, ou então ganhar dinheiro (muitas vezes perdendo a saúde para isso) para que possam pagar um procedimento desses. Que sociedade notável não?

Tenho diversas questões contrárias a maneira como as intervenções médicas e cirúrgicas são realizadas (o que renderia um excelente tópico). Por exemplo, os profissionais de saúde gostam de enfatizar que antigamente vivíamos poucos anos, algo em torno de 30 anos de idade, e que hoje viveríamos o dobro. Mas esse dado não confere, pois até hoje existem povos indígenas com indivíduos alcançando os 100 anos de idade ou mais com saúde e lucidez. Ou será que esses índios que vivem somente do que a natureza tem a lhes oferecer não fazem parte da humanidade? Esquecem de mencionar esses dados e muitos outros que somente o contato com esses povos pode nos oferecer. Conhecimentos preservados sobre a nossa espécie e que dificilmente são divulgados.

Bom, para seguirmos o nosso raciocínio sem mais delongas e voltando ao meu foco aqui neste post, quero dizer que com esse “problema” de saúde lembrei do entendimento que tive há alguns anos atrás (quando tive também de encarar outras consultas e exames) em que me dava conta da seriedade e importância de divulgar o meu conhecimento ao mundo.

Ser uma pessoa normal, formada em alguma área do conhecimento humano, vivendo o comum de todos os dias humanos, filas em banco, esperar pelos finais de semana para me divertir, planejar alguma viagem quando o dinheiro e o tempo permitirem, ganhar dinheiro, ser bonito, casar e ter filhos, etc, essas coisas tão comuns a nossa tão querida e atribulada espécie nos tomam muito tempo.

Quando deixei a universidade para me dedicar completamente a escrever e divulgar o meu conhecimento  – em vez de pagar para que alguma instituição ou alguém me faça decorar coisas que não estão em completa harmonia com os meus sentimentos e entendimento – sabia que não seria fácil ir contra o fluxo social. Mas agora depois de mais um episódio de saúde, senti outra vez a grande importância de publicar o que aprendi nos caminhos não convencionais da vida, aqueles caminhos que poucos têm a coragem de trilhar, mas que a recompensa é uma visão mais abrangente e realista do mundo em que vivemos.

Existe algo que só eu posso dar ao mundo. Existe uma compreensão e uma maneira de ver a vida que só eu posso regalar para os demais. A minha experiência. E isso é uma das maiores riquezas que podemos oferecer.

De agora em diante, e com o primeiro livro sobre os golfinhos pronto e quase publicado, seguirei escrevendo e publicando aquilo que aprendi com os golfinhos (se formos esperar pelos biólogos e psicólogos estudantes dos cetáceos descobrir, poderá levar décadas) e que mesmo que não sejam lidos ou explorados academicamente ou comercialmente, ainda assim terei deixado a minha herança para quem tiver interesse em consultar.

Não é preciso ser nenhum gênio para saber que algo está errado com o mundo. Todos sabemos disso.  Algumas pessoas até aprenderam a “relevar” esse dado e a viverem as suas vidas como se nada estivesse acontecendo, no entanto, elas também são afetadas e influenciadas pelo estado das coisas. Todos somos. Cada um reage de uma forma.

Agora, mais do que nunca, vou procurar andar sempre listo – como se diz no México – ou seja, apesar de todo o “avanço” da medicina um dia terei de partir, assim como cada um de vocês. Isso é uma lei natural. E porque partir com coisas por dizer e fazer? Quero partir – quando for a minha hora é claro – com o sentimento da missão cumprida. Leve e de bem com a vida e com o mundo.

Apesar dos maus tratos que a nossa sociedade nos impõe todos os dias, terei dado a minha contribuição e tenho a certeza de que isso me deixará feliz e satisfeito!

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